Sindicalistas participam de reuniões na Câmara para discutir reforma da Previdência e MP 873

Representantes de centrais e federações sindicais participaram, na última terça-feira, dia 2, de duas reuniões na Câmara dos Deputados, para discutir assuntos de interesse da classe trabalhadora. Uma delas, no gabinete da líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB), onde foi debatida a reforma da Previdência (MP 06). A outra foi com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e a pauta girou em torno da Media Provisória (MP) 873, que proíbe o desconto sindical na folha de pagamento dos trabalhadores, o que imobilizaria o funcionamento dos sindicatos.

Presente na reunião sobre a reforma, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, deixou claro que não existe rombo na Previdência e que a reforma tem como objetivo favorecer o mercado financeiro, representado pelos bancos, que ela classificou como os verdadeiros privilegiados.

O secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo, também participou da reunião e ressaltou a importância de dialogar com a sociedade para explicar os malefícios que a MP 06 vai trazer para o conjunto da classe trabalhadora. "Levar ao conhecimento da população qual é o real impacto dessa reforma na vida de cada um é que vai nos ajudar a combater esse projeto nefasto", ressaltou.

Da reunião, saiu o encaminhamento da realização de uma campanha de rua para colher assinaturas contra a MP 06. A ideia é instalar bancas em praças e paradas de ônibus para dialogar com a população e convencer as pessoas a aderirem ao abaixo-assinado. Também ficou agendado, para o dia 11, uma atividade, na Câmara dos Deputados, para discutir o impacto da reforma na vida das trabalhadoras. A ideia é reunir mulheres contra a MP e conquistar o voto da bancada feminina no Congresso Nacional.

MP 873

Na reunião para discutir a MP 873, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebeu representantes da CUT e demais centrais sindicais e se colocou contrário à medida, entendendo que o movimento sindical é um elemento essencial da democracia.  “Ter diferença de opinião é natural, mas não se pode criar mecanismos de forma disfarçada para impedir a organização sindical”, disse Maia.

O deputado ficou de negociar com o governo mudanças na MP e agendou um novo encontro com os sindicalistas para 16 de abril, quando dará o retorno do que será discutido com os governistas.