No dia do trabalho, o 1º de Maio é de luta!

No dia do trabalho, o 1º de Maio é de luta!

Crise econômica. 13,4 milhões de desempregados. Reforma da Previdência. Intensos ataques à classe trabalhadora tanto da cidade quanto do campo. Depois da famigerada reforma trabalhista que impôs a precarização do trabalho, reduziu salários e acabou com leis que asseguravam direitos, o presidente Jair Bolsonaro fechou as portas do Ministério do Trabalho, pôs fim ao reajuste real do salário-mínimo, hostiliza a Justiça do Trabalho, e empreende uma verdadeira guerra política e de propaganda para, na prática, acabar com o direito à aposentadoria e liquidar com a previdência pública repassando-a aos banqueiros.

Bolsonaro, quatro meses depois de sua posse, revela sua verdadeira face: é um carrasco da classe trabalhadora. Joga nas costas do povo todo o peso da crise e, ao mesmo tempo, governa para os bancos, para os mais ricos – além de entregar às potências estrangeiras o patrimônio e as riquezas de nosso país, a exemplo do pré-sal e da venda criminosa, por fatias, da Petrobras.

Não bastasse, ainda criminaliza movimentos e lideranças. Persegue, cerca os sindicatos tentando inviabilizá-los, cerceando a liberdade e os meios de sustentação financeira.

O dia 1º de maio é uma data comemorada em todo o mundo. E amanhã, poderíamos estar celebrando avanços nos setores produtivos, a geração de empregos, melhoria nas relações trabalhistas. Poderíamos estar comemorando o anúncio de novos investimentos, a segurança jurídica, a ampliação de direitos para os trabalhadores...

Mas o 1º de Maio no governo Bolsonaro tem um gosto amargo. Lamentavelmente não há o que comemorar. Mas há muito pelo que lutar! Lutar em defesa da aposentadoria, do emprego, da retomada do desenvolvimento, contra a desnacionalização da economia e a desindustrialização do país, pela democracia, pela restauração do Estado democrático, em defesa da liberdade, da autonomia e fortalecimento dos sindicatos que seguem sob ataque e sob a mira do governo autoritário de Bolsonaro.

A classe trabalhadora sabe, mais do que ninguém, que nada nos foi dado de “mão beijada”. Nossas liberdades, nossos direitos... Tudo é fruto de muita luta, muita resistência! E não pode ser diferente agora.

Agora é hora de unidade! União entre a cidade e o campo, entre homens, mulheres, jovens! Todos numa mesma trincheira de lutas: Que diga não à criminosa reforma da previdência de Bolsonaro e sim ao direito à aposentadoria e à previdência pública. Que diga não à recessão e sim ao desenvolvimento soberano, ao emprego e aos direitos. Que diga não ao autoritarismo, ao abuso de autoridade, e sim à democracia e às liberdades!