Servidores realizam atividades em Brasília para cobrar negociação com governo

Reunidos em Brasília no dia 6 de junho, representantes dos servidores federais de vários estados avaliaram a conjuntura nacional e aprovaram algumas propostas como forma de reagir ao difícil cenário que se apresenta para a categoria. Os debates se deram durante a reunião do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) da Condsef/Fenadsef e o principal desafio apontado foi a revogação da Emenda Constitucional 95, que paralisa de vez o setor público, já que congela investimento nos serviços públicos por 20 anos.

Uma das primeiras ações para tentar barrar esse quadro adverso foi a realização de duas atividades que aconteceram em Brasília, na quinta passada, dia 7 de junho. A primeira foi para forçar uma audiência com o Ministério do Planejamento, com o intuito de cobrar a pauta da campanha salarial 2018 do funcionalismo, protocolada em fevereiro passado. A outra foi um ato público em frente ao Bloco C, na Esplanada dos Ministérios, também para cobrar do governo uma negociação com os servidores e os e os trabalhadores das empresas públicas.

Além de defender a revogação da EC 95, constam na pauta 2018 dos servidores a correção salarial com aplicação do índice de 25,63% (Dieese); extensão dos índices da Lei 13.464/2017 para toda categoria; cumprimento de todos acordos assinados em 2015; e a aplicação do valor mínimo de 50% de contrapartida nos planos de saúde.

Desde o golpe, em maio de 2016, que não temos interlocução com o Executivo. Depois da aprovação da EC 95, a dificuldade só aumentou, porque os representantes do governo alegam que o congelamento em serviço público engessa qualquer tipo de negociação. Esse cenário vai mudar quando os servidores federais saírem da zona de conforto e se engajarem na luta pressionar o governo.