Basta! Todos em defesa dos serviços e dos servidores públicos!

Basta! Todos em defesa dos serviços e dos servidores públicos!

No momento em que os servidores públicos federais se erguem em defesa de seus direitos, fortalecendo a Campanha Salarial (especialmente correção dos salários), o Ministério do Planejamento (interlocutor do governo no processo de negociação com os servidores) emite Portaria nº 193/2018, uma verdadeira bomba para dispersar a categoria e a aprisioná-la com a ameaça da mobilidade compulsória em massa. 

Como se já não bastasse a emenda do senador Dalírio Beber, que veta a recomposição salarial e o aumento de remuneração; uma LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que inviabiliza o processo de negociação para reajuste de salários e benefícios; surge agora uma portaria que não só desarticula o Serviço Público, como mantém sob ameaça permanente de disponibilidade cerca de um milhão e duzentos mil servidores públicos federais. 

Infelizmente esta é a resposta de negociação que o atual desgoverno quer impor aos servidores: nega o direito das correções salariais; não cumpre os acordos firmados em 2015; não restabelece sua cota de contribuição para manutenção dos planos de saúde dos servidores.

Ao se postar desta forma, o desgoverno não só desvaloriza os servidores, como elimina, reduz e desqualifica os Serviços Públicos, penalizando as populações mais carentes, as  que mais precisam de nossos serviços. 

Não podemos aceitar calados mais esse desmando.  Precisamos intensificar a Campanha Salarial e desmascarar esse desgoverno junto à população, organizando assembleias por local de trabalho e encontros estaduais. Precisamos organizar uma Audiência Pública, uma vez que está em risco a saúde, a educação, o meio ambiente, as riquezas naturais, a territorialidade indígena e das populações tradicionais, as riquezas minerais, o petróleo; enfim, a integridade nacional com a estrangeirização e privatização das terras públicas.  

Precisamos organizar o Dia do Basta, em 10 de agosto, conforme convocado pela CUT e demais centrais sindicais, e reafirmar o manifesto aprovado na última plenária da Condsef/Fenadsef.